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A Energia Quântica nos Fenômenos Paranormais

A Energia Quântica nos Fenômenos Paranormais

Sem dúvida, a Física atual se estriba
na idéia da energia quântica, um dos estados da energia amorfa universal e que,
sem dúvida, é a causa de todo fenômeno desta Ciência.

Para fundamentarmos a idéia, lembremo-nos
de que, desde Sir Isaac Newton (1642-1727), este já tinha a idéia de que o espaço
sideral não podia estar vazio e, como tal, algo o enchia. Usando a restrita linguagem
da época, ele definiu como sendo o fluido cósmico universal (FCU), só que atribuindo
a ele uma série de propriedades ou impropriedades estranhas como imponderabilidade,
inelasticidade, sem atrito viscoso – aquele que os fluidos oferecem à passagem de
um corpo – e sem massa específica, a fim de que os astros pudessem girar em seu
interior e, assim, justificava ainda a propagação da luz em seu meio.

Naquela época, tudo o que não fosse
sólido era chamado de fluido; só depois que puderam constatar as formas de energia
distintas da matéria é que os fluidos passaram a ser exclusivamente os líquidos
e os gases e, como tal, atualmente, não procede falarmos em FCU, pois este passou
a ser conhecido como sendo a energia amorfa em expansão, causa de tudo o que existe
no Universo.

Com esta descoberta, a informação
a respeito da mônada, apresentada por André Luiz, não tem a mínima procedência,
porque a causa da existência é uma forma básica de energia e não um corpúsculo como
previra Leibniz.

A energia em si, apresenta-se sob
quatro estados físicos, a saber, além do fundamental, como energia condensada ou
matéria, energia radiante ou quântica e o estado gel, também dito plasma que é uma
outra forma semi-material ainda em estudo.

Portanto, os fenômenos físicos, todos,
têm a mesma natureza, atualmente dita quântica, desde o som até os raios cósmicos
que nos bombardeia de fora da Terra. Evidentemente, também temos outras ocorrências
físicas, como a queda dos corpos que, como tais, estão sujeitas a energias atuantes,
mas que, por si, não seriam elas os fenômenos de natureza quântica.

Tem esse nome por causa do termo latino
quantum no singular e quanta no plural, palavra que
define “quantidade” e que passou a ser um conceito de quantidade de energia emitido
por uma fonte que vibra sob ação de um agente físico.

O som, por exemplo, é produzido por
um corpo material, como a corda de um violão que vibra sob ação do dedo do tocador
e que emite uma certa quantidade de energia que se propaga em qualquer meio material,
desde o gasoso até o sólido. Para se produzir um som, o corpo tem que vibrar com
uma freqüência entre 16 hz e 32.000 hz. A unidade hz (hertz) significa dizer “vibração
por segundo”. Abaixo de 16 hz não existe som; este, por sua vez, é praticamente
inaudível para a maioria das pessoas, assim como, também acima de 32 mil vibrações
o som passa a ser inaudível, por isso, ele é denominado de ultra-som e vai até 64.000
hz.

A partir desse valor, o corpo em si
não tem mais condição de vibrar; apenas, as suas moléculas, no interior dele é que
podem apresentar tal variação e, no caso, o fenômeno deixa de ser acústico (som)
para ser térmico (calor). Então, o calor é produzido pela vibração molecular sob
ação do atrito que é o agente físico e vai até 1 mega (106) hz, a partir
do que encontraremos as OEM (ondas eletro-magnéticas) cuja gama começa com a eletricidade
e os sinais de telegrafia com fio ate 10² Mhz, passa pelas ondas hertzianas, dede
as ondas longas de rádio-transmissão, AM, FM, curtas e entra nas da TV, com VHF,
UHF e SHF, atingindo 1011 Mhz. Segue-se a luz, com o infravermelho, a
faixa visível do arco-íris e a da ultravioleta, até 1015 Mhz a partir
do que começam as emissões catódicas incluindo as emissões foto-elétricas, os raios
X, alfa, gama e laser, aparecendo, a seguir, uma faixa ainda desconhecida onde foi
localizada a emissão dos telepatas e acima de 1029 M hz e curiosamente,
seguindo a já prevista tabela de Camille Flamarion.

As OEM são produzidas pela vibração
dos átomos e suas partículas sob ação de diversos agentes.

Informações essas a título de curiosidade.

O fenômeno paranormal

Como todos sabemos, Charles Richet,
querendo fazer um estudo relativo aos fenômenos que ele denominou de metapsíquicos,
ou seja, além dos fenômenos psíquicos ou psicológicos, inspirado em Kardec e desejando
dar um cunho liberal, quis criar a hipótese de que todos eles eram de origem puramente
material, sem envolver o desencarnado.

Contudo, desconhecendo a técnica classificatória
científica, em vez de criar uma classificação baseada nas causas, fez justamente
o oposto, ou seja, classificou segundo a conseqüência e, assim, dividiu-os em objetivos,
quando atuava sobre os objetos e subjetivos no caso contrário.

A Metapsíquica se espalhou por toda
Europa mas Richet, ao se jubilar da Sorbone, onde era catedrático, no seu discurso
de despedida declarou que nunca tivera nenhuma religião mas, se alguma doutrina
o houvera convencido da sua realidade, esta era o Espiritismo, declaração essa que
fez com que a Escola Metapsiquista alemã se rebelou e, no Congresso de Ultrech (Bélgica)
– 1953 – R. H. Thouless e B. P. Wiesner propuseram a troca da Metapsíquica pela
parapsicologia, só que, a única mudança havida foi a nomenclatura usada, recaindo
nos mesmos erros de Richet.

Os fenômenos chamados objetivos passaram
a ser denominados de Psi-Kapa, duas letras gregas, de psiquê (alma) e
kinessis
(movimento), enquanto que os subjetivos passaram a ser Psi Gama.

De qualquer forma, persistia o erro
e a ignorância da apresença do desencarnado em alguns deles.

Mais científica é a classificação
de Kardec-Akzacof contida no livro deste último intitulado Animismus und
Spiritismus
onde os fenômenos, em decorrência do agente que o realiza é considerado
anímico quando usa os dotes do alma ou espírito encarnado e espirítico ou mediúnico
quando o agente que o provoca é um desencarnado.

O desenvolvimento desta classificação
nós o fazemos em outro trabalho.

Relação quântica

Evidentemente, no caso dos fenômenos
anímicos é muito fácil de compreender que, como no caso da telepatia, o sensitivo,
ao enviar sua onda, aquela que, como no radar, vai captar o pensamento de outrem,
ele o faz dentro das emissões quânticas entre as faixas catódicas e as dos raios
cósmicos, já detectadas pelos ingleses. E assim, teremos os demais fenômenos, como
a radiestesia, a psicocinesia e todos os demais sedo produzidos pela ação anímica
de uma pessoa que é capaz de emitir uma onda quântica capaz de realizar o respectivo
fenômeno.

Já no caso dos fenômenos mediúnicos,
o processo é mais complicado porque os espíritos só podem atuar em nosso domínio
material usando seu campo parapsíquico modulado por uma energia correlata com ele
que, segundo informes dados através da mediunidade de Dunglas Home à equipe de pesquisas
presidida por William Crookes, advém do ectoplasma, a essência plásmica envolvente
do protoplasma celular e que pode ser estudado em qualquer livro de Biologia, no
capítulo de Citologia.

Então, com esta energia, o desencarnado
pode agir em nosso domínio de vida, evidentemente, de diversas formas, como no caso
dos efeitos físicos onde o fenômeno produzido acaba se realizando graças à capacidade
espiritual de emitir ondas quânticas de energia com as quais eles realizam os fenômenos.

Nos casos, todavia, de fenômenos personalísticos,
o Espírito, apenas, induz o médium à ação por ele comandada e, de qualquer forma,
atuando no corpo do médium, como no caso da psicografia (sobre o braço) e da psicofonia
(nas cordas vocais), ele acaba produzindo um fenômeno quântico manipulando as ações
do aparelho mediúnico ou pessoa que o esteja ajudando.

Pois, sem dúvida, não existe fenômeno
nem anímico nem mediúnico sem que a energia quântica esteja presente.

(Sala Filosofia Espírita – dia 03.09.2004)

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