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A estrutura energética das sessões práticas

José Queid Tufaile Huaixan

Uma das dificuldades encontradas por aqueles que dirigem as sessões práticas de Espiritismo é o baixo rendimento dos seus médiuns. Existem muitos fatores que podem atuar junto aos fenômenos da mediunidade, prejudicando suas atividades. Um deles, porém, destaca-se pelos entraves que provoca nas manifestações: trata-se da estrutura energética da reunião, ou seja, aquilo que popularmente se chama “corrente”.

Uma sessão mediúnica é composta por vários elementos encontrados no ambiente terreno e no espiritual. São Espíritos, fluidos e energias que se situam nas duas dimensões da vida. Do lado de cá, a reunião constitui-se pelos homens que a compõe. No lado espiritual encontram-se os Espíritos desencarnados, seres mais ou menos elevados, vibrando em sintonia com as condições morais e intelectuais do grupo.

A Criação foi moldada num oceano fluídico primitivo, pela atuação da vontade de Deus. A matéria é a região mais densa de sua obra. Os mundos materiais são na verdade focos de concentração fluídica, movidos pelas energias emanadas do Criador. Os Espíritos vivem na 4ª dimensão, ou seja, num espaço-tempo constituído por várias camadas vibratórias. Quanto mais elevado é o plano, mais desmaterializadas são as entidades que nele habitam. Na mais íntima delas reside o Criador. Próximo Dele, existem os Espíritos Puros.

Embora, por sua natureza, os Espíritos Superiores possam estar ou saber o que se passa em qualquer lugar, e mesmo penetrar todas as coisas, eles tem certas dificuldades para realizarem fenômenos no plano material. Isso acontece justamente por causa da alta concentração de fluidos densos provenientes da atividade material. Para que possam agir com certa desenvoltura, eles necessitam de campos vibratórios adequados, onde predomine a elevação e a harmonia. Por este motivo, as teorias doutrinárias prescrevem a homogeneidade de pensamentos como forma de estabilidade das reuniões mediúnicas e também de qualquer outra.

As pessoas são Espíritos encarnados e estão emitindo constante energia mental. Quando se faz uma sessão prática, é preciso considerar a natureza dos pensamentos dos que vão participar dela, porque são eles que vão criar o campo vibratório onde os Espíritos amigos vão trabalhar. Se houver desarmonia na sessão, no mundo espiritual não se formará o campo vibratório satisfatório para as realizações espirituais. Allan Kardec diz que se houver na sessão algum elemento em desacordo com as atividades desenvolvidas ou que tenha algum sentimento ruim por outros ali presentes, acontecerá grande prejuízo às manifestações.

A reunião mediúnica deve, pois, ser feita por um grupo de pessoas que vibrem no mesmo ideal. A experiência tem demonstrado que a melhor forma de se conseguir essa harmonia entre os membros da sessão é o estudo. Não o estudo acumulado pela quantidade, mas a leitura e discussão dos princípios evangélicos e doutrinários encontrados em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Médiuns”.

Pessoas estranhas ao grupo não devem participar de reuniões práticas. Geralmente elas atrapalham. É por este motivo que o Codificador não permitia sessões mediúnicas públicas. No Brasil, ainda existem casas que insistem em fazer trabalhos práticos abertos ao público. Tal procedimento não edifica ninguém. Ao contrário, atrai curiosos que, sem compreenderem bem o que se passa nas manifestações, podem fazer uma péssima propaganda do que é o Espiritismo.

O dirigente é o responsável pelas sessões. Ele deverá cuidar para o bom andamento vibratório dos trabalhos e da harmonia entre os médiuns. A mediunidade é uma atividade que deve ser desempenhada de forma religiosa. Os médiuns precisam ser esclarecidos e lembrados com freqüência das suas responsabilidades perante o ministério do Bem.

O médium dever evitar os melindres e procurar ouvir os conselhos daqueles que são mais experientes que ele. Precisa estar atento aos estudos do Evangelho. Na hora dos comentários, deve participar, esforçando-se para esclarecer algum ponto do assunto que particularmente lhe tenha parecido relevante. Os Espíritos presentes, através da inspiração, poderão auxiliá-lo fazendo colocações importantes para ajudar na harmonização do ambiente.

A prece de abertura dos trabalhos não deve ser muito extensa. Há dirigentes que exageram, falam em demasia e acabam provocando a desarmonia logo na abertura dos trabalhos. Durante as manifestações deve-se lembrar sempre do nome de Jesus Cristo e de seus ensinamentos básicos. Quando houver manifestações turbulentas, o dirigente deve recorrer novamente à oração para que o equilíbrio do ambiente se restabeleça.

Nota: O Livro dos Médiuns é o melhor e mais seguro manual para orientar as sessões espíritas. Não deixe de estudá-lo com atenção e carinho.

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