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Destino

Destino

Por que nascemos? O que estamos fazendo na Terra? Por que sofremos? Para onde
iremos depois da morte? Essas são perguntas que tem sido feita por bilhões de
pessoas, desde o começo do mundo, ou das suas idades mais primitivas. Quem
poderá respondê-las? O cientista? O filósofo? O ministro religioso? Talvez cada
um deles, parcialmente, porém nenhum tem uma resposta completa e que satisfaça o
raciocínio.

Ainda muito criança, fomos atirados à roda viva dos sofrimentos. Perplexos
por dores físicas e morais, e por uma ânsia de encontrar respostas, coisa pouco
comum em crianças, continuamos procurando as soluções, submissos à dor,
angustiados pelas respostas que não satisfaziam a consciência infantil, e
posteriormente do adolescente e do jovem.

Submetíamo-nos as dores, mas não dobrávamos os joelhos, por inconformação. Um
dia, quando ainda bom aluno do catecismo católico, nos ensinaram: Deus criou o
homem à sua imagem e semelhança, mas por desobediência do um primeiro casal, que
foi expulso do paraíso, toda a sua descendência herdou o pecado, com ele, a dor
e a morte. Me disseram que Deus criou, também, os anjos, seres perfeitos, para
ajudá-lo na obra da criação. O raciocínio infantil logo questionou: Por que fui
criado homem e não anjo?

Entretanto, pessoas simples, com poucas letras, (as muitas, às vezes fazem
delirar), nos ensinaram as primeiras noções de Espiritismo, e um arrebol
festivo, cheio de luzes e cores se acendeu em nossa alma.

Passo a passo, como numa auto-iniciação, apesar de ter começado por uma
halo-iniciação, fomos descobrindo as maravilhas desta abençoada Doutrina
Espírita, que calou nossos anseios, que cicatrizou nossas feridas e
dessedentou-nos. Quanto a sede de justiça e consolação.

A aceitação das dores, que antes era por dever, hoje tem o consenso do
coração, e o nosso dever transformou-se no nosso querer. Descobrimos a maior
finalidade da vida aqui na Terra. Ela é escola, e nós somos alunos ainda
incipientes, mas caminhando para o aperfeiçoamento. Mas isso está centrado na
lei da reencarnação, tão ridicularizada por muitos pensadores, e ela, a
reencarnação, tem consigo os fios invisíveis da lei de Ação e Reação, ou causa e
efeito.

De todas as nossas dores, mesmo as mais cruciantes dores físicas, que nos
faziam chorar abundantes lágrimas; mesmo a dor da saudade pela orfandade e pela
ausência do lar; mesmo a dor das humilhações e das injustiças, da pobreza e da
ignorância, não eram tão fortes, tão intensas quanto a de se sentir preterido
por Deus, a de não se saber porque se sofre, e o que significa existir, viver,
amar ou odiar.

Este foi o papel do Espiritismo na nossa vida, iluminar os escaninhos da
nossa alma, revolver o lodo sedimentado pelas ignorância, para descobrir um
Mestre amoroso, que não salva com o seu sangue, mas ilumina com a sua sabedoria
e bondade.

Hoje, já adentrando a velhice, sabendo muito mais do que no início dessa
caminhada, aprendemos que nada sabemos e nos deixamos crucificar, não mais por
dever, mas agora pelo nosso querer, só que essa cruz aponta para o alto, para o
nosso destino transcendental, um caminho entre as estrelas, a indicar as
galáxias que nos aguardam para o festim da bodas, cuja túnica nupcial estão
sendo tecidas pelas feridas do mal de hansen, dos desequilíbrios da mente, e
pela loucura de amar um mundo cheio de ódios e injustiças.

Nos momentos em que os acúleos do sofrimento se fazem acerados, ouvimos os
cânticos de glória, não mais da boca dos anjos, mas no concerto dos mundos,
coral gigantesco de estrelas, de galáxias. Mesmo assim não nos curvamos e nem
permanecemos em genuflexão, porque sabemos que o Espiritismo nos verticaliza,
irmanando-nos a todos para a glória de sermos espíritos imortais, caminhantes da
luz, pirilampos agora, mas destinados a sermos maior que Sírius, um sol milhares
de vezes maior que o nosso.

Guarulhos – SP

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