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O uso indevido da mediunidade

Atualmente, observa-se que existe uma excessiva
preocupação com o desenvolvimento das faculdades psíquicas. Mas, por falta de
cuidados de alguns grupos, esta prática vem sendo prejudicial a quem a elas se
entrega. Entre nós, existe uma idéia errônea, herdada dos primeiros tempos do
Espiritismo no Brasil, de que a perturbação mental é proveniente de mediunidade
que precisa ser desenvolvida.

Este tipo de concepção é socialmente fortalecida pela prática do umbandismo
popular que, sem possuir doutrina orientadora, vê espíritos presentes em todo
tipo de anormalidade.

Conhecido é o chavão espírita que diz: quem não vem ao Espiritismo por amor,
vem pela dor. A isso costumam acrescentar que para se livrar da dor, deve-se
desenvolver a mediunidade. Assim, é freqüente observarmos pessoas em completo
desequilíbrio, sentadas à mesa de desenvolvimento mediúnico. Em alguns casos,
elas portam anomalias cerebrais, psicológicas e obsessivas. Vez por outra, estão
sob a dependência de neurolépticos, antidepressivos e medicação sedativa.

A princípio, precisam de cuidados médicos e espirituais, mas não de
desenvolvimento mediúnico. Por que motivo se encaminham as pessoas com tanta
freqüência ao desenvolvimento da mediunidade?

Como veremos adiante, existem diversas razões que levam a essa conduta, mas a
principal delas ainda é o limitado conhecer a respeito do que é mediunidade.

Examinando certos aspectos da obra O Livro dos Espíritos, tem-se uma visão um
pouco diferente dessa definição habitual que se dá a esta sensibilidade comum
aos seres vivos. Vemos ali que, em verdade, a mediunidade possui uma função
evolutiva na experiência do encarnado, e que pode, em certos casos, ser usada
como ponte entre os dois planos da existência, constituindo-se aí, na
mediunidade segundo Kardec.

Mediunidade e evolução

Na obra O Livro dos Espíritos, encontramos duas questões que nos dão uma
visão modificada a respeito da finalidade da mediunidade. Apreciemo-las:

Questão 122 – Pergunta: Como podem os Espíritos, em sua origem quando ainda
não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o
mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado
que para o outro?

Resposta: O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire
consciência de si mesmo.

Não haveria liberdade se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à
vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a
que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da
queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a
resistiram.

Questionando os Espíritos Superiores a respeito da evolução das almas, Allan
Kardec pergunta de forma inteligente se no princípio, quando o Espírito ainda
não tem consciência de si mesmo, haveria nele uma causa qualquer que o levasse
para o lado do bem ou do mal. A pergunta foi muito boa e a resposta melhor.

Se os Espíritos Superiores respondessem que estava dentro do Espírito esta
causa, o Codificador certamente colocaria outra questão: Por que Deus encaminha
alguns no bem e outros no mal? Se assim procedesse, o Criador estaria tirando do
Espírito o seu livre-arbítrio. Induzindo uns ao bem e outros ao mal. A resposta
da entidade comunicante foi bem racional:

“Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa contrária
à vontade do Espírito”. E completa:” A causa não está nele, mas no exterior, nas
influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade”.

Deduzimos, pois, que na fase em que o Espírito não tem consciência de si
mesmo, mesmo quando é animal ou vegetal, sofre uma influência do exterior
espiritual. E perguntamos: por qual caminho a influência chegaria ao sensorium
comune da entidade encarnada? Pela mediunidade generalizada, eis a resposta. É
ela o canal natural que todos possuem e que liga o Espírito encarnado ao mundo
invisível. Por ele, recebe as influências a que o Espírito resiste ou cede, em
face da sua vontade.

Associe-se a isso a Lei de Causa e Efeito e temos o móvel da evolução. A
questão seguinte de O Livro dos Espíritos completa o raciocínio.

Questão 122 B – Pergunta: Esta influência só se exerce sobre o Espírito na
sua origem?

Resposta: Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira
adquirido o domínio de si mesmo, que os maus desistam de obsediá-lo.

Até quando nos seguem as más influências, pergunta Kardec. Até o período em
que o ser adquirir domínio sobre si mesmo, estando de posse da verdade e tendo
adquirido a liberdade espiritual. Foi esta a resposta inteligente dos Espíritos!

Quem é médium? – Basta analisarmos abaixo a citação de Allan Kardec, para
entendermos que todos possuem mediunidade, mas que nem todos são médiuns para
servirem regularmente de ponte entre os dois planos.

“A mediunidade é uma faculdade multiforme: apresenta uma infinidade de
nuanças em seus meios e em seus efeitos. Quem quer que seja apto a receber ou
transmitir as comunicações dos Espíritos é, por isso mesmo, um médium, seja qual
for o meio empregado ou o grau de desenvolvimento da faculdade – desde simples
influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. Contudo, no uso
corrente, o vocábulo tem uma acepção mais restrita e geralmente se diz médium as
pessoas dotadas de um poder mediatriz muito grande tanto para produzir efeitos
físicos como para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela
palavra. Embora não seja a faculdade um privilégio exclusivo, é certo que
encontra refratários, pelo menos no sentido que se lhe dá. Também é certo que
não deixa de apresentar escolhos aos que a possuem: pode ser alterada e até
perder-se e, muitas vezes, ser uma fonte de graves desilusões” (Revista Espírita
Fevereiro de 1859 – Artigo Escolhos dos Médiuns).

O Codificador considerava médiuns só as criaturas dotadas de faculdades
capazes de produzirem efeitos intensos. Não há nenhum motivo justo que possa
levar o dirigente a adotar a política de se desenvolver mediunicamente todas as
pessoas.

Desenvolvimento empírico

A prática geral da mediunidade no Brasil é caracterizada pelo uso do
empirismo. E, o que é o empirismo? O dicionário define o empirismo como uma
doutrina ou atitude que admite que o conhecimento provém unicamente da
experiência, desprezando a necessidade dos princípios racionais e científicos.

É quando, por nos julgarmos experientes, deixamos de lado o exame lógico das
questões que nos cercam, dando opiniões sobre tudo, sem maiores raciocínios.

Não são raros os casos em que, na primeira visita do perturbado à instituição
espírita, o mesmo é logo colocado à mesa de desenvolvimento. Já observamos
situações em que os neófitos, mesmo não tendo nenhuma idéia do que era a relação
com os Espíritos, foram submetidas à experiência da mediunidade.

Resultado: ficaram apavorados e com idéias erradas a respeito do contato dos
homens com o Além.

Por que esta mentalidade é cultivada entre nós? Por diversas razões, dissemos
anteriormente.

a) Falta de entendimento claro a respeito do que é a mediunidade.

b) Um alívio emocional passageiro que o paciente experimenta, quando é
submetido ao transe mediúnico. Fato explicado da seguinte forma: em qualquer
caso de pressão espiritual, quando se permite a manifestação da inteligência
atuante, há uma descarga emocional, gerando uma depressão interna na estrutura
mental. Nos casos em que as alterações emocionais são provenientes de situações
psíquicas doentias, oriundas desta ou de outras encarnações, ocorre também um
alívio, proveniente do fenômeno psicodramático, chamado catarse. Técnica que é a
base do Psicodrama e da TVP.

Observação: em nenhum dos dois casos haverá curas definitivas, se não
houver mudanças morais no mundo psíquico. Naqueles casos em que não aconteça a
cura, poderá aparecer a dependência quanto à manifestação do transe, passando a
ser necessária à manutenção da estabilidade emocional do paciente. É o caso do
médium que se não for à reunião, fica passando mal.

c) Há uma outra situação: aquela em que a mediunidade acaba por ser colocada
como uma espécie de status que dá posição e destaca o médium em relação aos
outros do seu grupo. Nestas comunidades, vemos a faculdade mediúnica manter o
círculo de trabalhadores. Sem as práticas, o centro esvazia. A mediunidade é o
motivo de maior atenção na casa.

Sabe-se que o fenômeno é uma boa atração para os que ainda não conhecem o
Espiritismo, mas temos de ter o cuidado para que a Doutrina, constituída de
ensinamentos filosóficos e morais, fundamentais para a vida futura da criatura,
não seja colocada num segundo plano.

Ao nos posicionarmos contra a prática empírica não queremos desvalorizar a
experiência. No entanto, precisamos levar em alta conta, que ela deve ser
orientada por tudo quanto de lógico e racional conquistou a humanidade, mormente
o Espiritismo. São conhecimentos que ninguém, em sã consciência, pode dispensar.
Uma destas conquistas é o método, uma forma lógica e racional de se fazer as
coisas. Criar métodos para a administração do centro espírita é a nossa proposta
para o combate do empirismo no movimento.

Mediunidade nos terreiros

Nós espíritas, não podemos subestimar a ação dos terreiros de Umbanda, de
Candomblé e variantes. Se no movimento, que possui livros orientadores,
convivemos com problemas oriundos das práticas mediúnicas, imaginemos o que se
passa nos terreiros onde não há qualquer orientação teórica.

Não há como deixar de conviver com médiuns vindos dos terreiros para os
centros espíritas. Em todos os casos, mesmo com médiuns já desenvolvidos
naqueles locais, convém que eles sejam submetidos a um tratamento espiritual
antes de serem introduzidos nas práticas da casa, para que possíveis Espíritos
atrasados ligados àquele tipo de culto possam ser afastados. Além disso,
dar-lhes uma orientação teórica acerca da mediunidade segundo Kardec.
Procedimento idêntico pode ser tomado em relação aos que saem de outros grupos
para adentrarem à sociedade sob nossa responsabilidade.

Um período de observação é essencial.

Desenvolvimento mediúnico de obsedados

A Obsessão, segundo definia Kardec, consiste num constrangimento exercido por
um Espírito sobre outro. Possui causas diversas, que não cabe citarmos agora.
Aprendemos nos livros básicos que alguém só cai sob o domínio dos Espíritos
inferiores, quando possui fraquezas morais. Estas falhas de caráter se
constituem, fundamentalmente, nas portas pelas quais os Espíritos perturbadores
entram no obsedado. Uma vez corrigidas as imperfeições mais grosseiras, o
processo de obsessão ou desequilíbrio tende a desaparecer.

A solução, pois, não reside no exercício da faculdade mediúnica e sim na
moralização do obsedado e do Espírito obsessor.

É freqüente a mediunidade natural estar perturbada por processos obsessivos,
ou por uma influência momentânea qualquer. Ao submetermos o paciente ao
tratamento desobsessivo, incluindo aí a fluidoterapia, observamos uma rápida
regressão dos sintomas e a normalização do nível de sensibilidade.

Tudo pode ser feito instruindo aqueles que estão enfermos, ofertando-lhes a
Doutrina Espírita, mas sem necessariamente, ser preciso transformá-los em
médiuns ou mesmo espíritas.

As pessoas que têm mediunato – compromisso de trabalho – possuem uma natural
aptidão para a vivência espírita. Não é necessário forçarmos ou termos pressa
com a mediunidade.

Quando ela é para o bem, espera. Nos casos obsessivos mais graves, incorre-se
em alto risco quando se põe o paciente no exercício da mediunidade. A relação
mediúnica com o obsessor aumenta seu campo de ação psíquica, alargando canais e
facilitando o agravamento da obsessão e das fixações impostas pela entidade
maléfica, podendo levar o enfermo à loucura.

Allan Kardec disse que a mediunidade obsedada não merece nenhuma confiança e
que, ao lidarmos com obsessores, devemos fazê-lo por meio de médiuns
desenvolvidos e seguros. Ora, o obsessor conhece as falhas do obsedado e por ele
terá toda facilidade de enganar quem o procura doutrinar.

Vejamos abaixo:

“A obsessão, como já dissemos, é um dos maiores escolhos da mediunidade. É
também um dos mais freqüentes. Assim, nunca serão demais as providências para
combatê-la. Mesmo porque, além dos prejuízos pessoais que dela resultam,
constitui-se um obstáculo absoluto à pureza das comunicações. A obsessão, em
qualquer dos seus graus, sendo sempre o resultado de um constrangimento, não
podendo jamais este constrangimento ser exercido por um Espírito bom, segue-se
que toda comunicação dada por um médium obsedado é de origem suspeita e não
merece nenhuma confiança” (Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – item 242).

Se Kardec diz que não podemos confiar em nada que venha de uma mediunidade
obsedada, como poderemos solucionar os casos de perturbação espiritual, usando
de intérprete o próprio perturbado?

Desenvolvimento mediúnico dos dependentes de medicação sedativa

Por que motivo alguém utiliza medicação sedativa? Geralmente usam este tipo
de medicamento para livrarem-se, ainda que momentaneamente, de estados
depressivos, agressivos e de intranqüilidade psíquica.

Sabemos que a causa dessas anormalidades resultam de uma desordem interna do
Espírito encarnado. Existem estruturas psicológicas, anomalias físicas ou
processos obsessivos que alteram o equilíbrio do seu viver. Como não consegue
suportar as pressões internas, recorre à medicina terrena, que prescreve os
antidepressivos e calmantes conhecidos.

Atuando na estrutura física do cérebro, esses remédios adormecem a
sensibilidade de condução de certas áreas mentais onde transitam os pensamentos
e causam um estado de torpor que permite ao indivíduo atravessar a fase difícil
que vive.

Quando busca o amparo de Centros Espíritas, seria incoerente colocá-lo no
exercício da mediunidade só por acharmos, empiricamente, que seu problema é
mediunidade a ser desenvolvida. Como no caso do exercício de obsedados, a mente
aqui também está alterada, só que pela medicação.

Se estiver obsedada, terá um agravante: à mente adormecida pelo calmante,
somar-se-á a influência perniciosa do obsessor. Uma sensibilidade neste estado
não poderá fornecer qualquer informação segura a respeito do desequilíbrio a que
ela própria está envolvida. Uma vez mais, o paciente necessita de tratamento.
Se, no entanto, ele for portador de mediunato, as pressões psíquicas cessarão e
com ela desaparecerá gradualmente a dependência dos calmantes. Após o período de
tratamento, a pessoa continuará sujeita às perturbações naturais dos médiuns a
serem desenvolvidos. Nunca, porém, com características obsessivas.

Nos casos em que se detectar a obsessão espirítica, o perturbado deverá ser
submetido a tratamento de desobsessão, com evocações feitas em médiuns seguros e
perfeitamente equilibrados. Por meio deles, se poderá obter informações acerca
das causas do problema obsessivo.

Depois de cessarem as tendências obsessivas, o médico terreno
encarregar-se-á, a pedido do próprio paciente, de proceder com o
descondicionamento do uso da medicação.

Atenção: Em nenhuma hipótese, deve o centro espírita solicitar que o
paciente deixe de usar a medicação, sem a orientação do profissional competente.
Poderá incorrer num erro. Uma vez que todos nós estamos sujeitos a errar,
poderemos correr o risco de por nosso trabalho a perder.

Quando o paciente não mais depender de remédios, poder-se-á avaliar sua
sensibilidade, definindo-a no campo natural ou de serviço (mediunato). Um outro
fator que se deve considerar neste exame, são os aspectos morais do paciente. Os
médiuns que se prestam ao serviço do bem, geralmente não possuem imperfeições
muito acentuadas ou distorções graves de personalidade. Pelas condições morais,
de fé e de atenção à Doutrina, pode-se identificar com boa margem de acerto
aqueles que podem servir à causa da mediunidade com Jesus Cristo.

Preparo da equipe mediúnica

Toda casa espírita deve ter suas sessões práticas de Espiritismo. Elas são
verdadeiros laboratórios de estudos para quem quer entender a Doutrina. Nas
reuniões mediúnicas podemos promover o tratamento das obsessões através das
evocações, atender o mundo espiritual sofredor, receber notícias de entes
queridos, facilitar a manifestação do mundo invisível por meio de mensagens
filosóficas e morais que promovem o bem.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, afirma que as equipes de médiuns não
devem ser muito grandes. Quanto maior, mais difícil será atingirmos a
homogeneidade que o Codificador colocava como imprescindível para o sucesso dos
trabalhos.

Para formarmos a equipe mediúnica, não devemos pensar em quantidade, mas nos
esforçarmos para conseguir uma boa qualidade.

Como existem companheiros que são médiuns e não sabem, como pois convidá-los
para fazer parte da equipe?

Kardec aconselha que tudo seja feito em caráter experimental. Assim, nunca
devemos dizer a uma pessoa que ela vai desenvolver mediunidade, mas que vai
fazer uma experiência neste campo. Se der certo, continuará o exercício. Se não
der, ocupar-se-á de outras atividades.

Em primeiro lugar, devemos contar com pessoas sérias. Não se vai para uma
reunião mediúnica pensando em ser sucesso. O médium nada mais é do que um
instrumento dos Espíritos.

A seguir vem o estudo. Convém que semanalmente sejam ministrados estudos de O
Livro dos Médiuns para toda a equipe. É a forma de se ter conhecimento daquilo
que se vai fazer no lado prático.

Depois dos estudos, pode-se promover alguns momentos de vibrações para
enfermos e necessitados num recinto à baixa luz. Em algumas semanas, aqueles que
possuem mediunidade ostensiva logo sentirão os primeiros sintomas. Arrepios,
formigamento nas mãos, sensação de se engordar, de esticamento do corpo,
impressão de presença estranha ao lado, vontade de chorar são alguns dos sinais
inequívocos da mediunidade ostensiva. Estes poderão, em algumas semanas, dar
início aos primeiros exercícios práticos de Espiritismo.

A administração da mesa de trabalhos

Um dirigente idôneo comandará a mesa. Terá o papel de amigo, de um orientador
e de um observador. Os médiuns serão seus instrumentos de trabalho. Criaturas
colocadas sob sua responsabilidade. É o mais grave posto da sessão prática. Se o
dirigente da mesa for uma pessoa sincera em seus propósitos e dedicado aos
princípios kardequianos, desenvolverá os médiuns na produtividade e no
equilíbrio. Se for orgulhoso, presunçoso e não possuir os conhecimentos mínimos
para o trabalho, só conseguirá envolver seus discípulos com os Espíritos
imperfeitos, acabando por perderem-se no mau caminho.

Secretariado – A reunião mediúnica precisa de um bom secretário. Alguém
dedicado, íntimo, que vai fazer anotações sobre os principais pontos e
características das manifestações. É aquele que manipula fichas de pacientes,
papeletas com informações, que lembra o dirigente de alguns detalhes a serem
resolvidos, de atendimentos pendentes etc. É uma espécie de braço direito do
administrador da mesa.

Seus apontamentos nada vão ter com a mediunidade ostensiva. Ele trabalha numa
pequena mesa ao lado do dirigente, para trocar idéias e fazer apontamos que se
julgar importantes para a conclusão em torno dos resultados da reunião.

Considerações finais

Nestes anos em que trabalhamos no centro espírita, temos controlado tudo o
que fazemos. São mais de 5.000 entrevistas, onde observamos e tratamos estados
de desordem pessoal, desequilíbrios psíquicos, orgânicos e obsessivos. O índice
de cura dos processos tratados variam entre 60% e 70%. Dentre estes,
pouquíssimos pacientes tiveram, obrigatoriamente, que serem submetidos ao
desenvolvimento da mediunidade.

A maioria conseguiu ser ajudada pelo Espiritismo, sem se envolver com seu
aspecto prático. Uns tornaram-se espíritas, outros não. Todos foram aconselhados
a praticarem o bem segundo o Evangelho do Cristo e hoje encontraram seus
caminhos.

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