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Pensando na Doutrina

Pense comigo, amigo! A Doutrina tem especial significado em nossas vidas.
Todo seu conteúdo doutrinário tem sido verdadeiro ponto de apoio para que nossos
desequilíbrios e dificuldades não sejam maiores, pois em todos os momentos seus
ensinamentos falam alto dentro de nós, convidando-nos a uma postura de coragem,
determinação e muita confiança em Deus.

Ao mesmo tempo, convida-nos a algo fazer em favor da coletividade. Por esta
razão, aí estão as inumeráveis instituições inspiradas pela Doutrina Espírita,
oferecendo-nos oportunidade de servir à Causa. O conhecimento trazido pelos
livros, através dos estudos feitos e ou proporcionados pelas Casas Espíritas tem
proporcionado que muitas pessoas encontrem caminhos novos e diferentes em suas
trajetórias, ao invés de transitarem pelo vício ou pelo crime, pelo desespero ou
pela descrença.

Sim, porque a Doutrina Espírita significa paz e harmonia. Embora vivamos os
conflitos do saber versus fazer, ela está sempre a nos orientar,
consolar, esclarecer.

Pensando, pois, nos benefícios morais e espirituais recebidos da Doutrina
Espírita, das alegrias incomparáveis experimentadas em seu nome, fico sempre a
pensar no que estamos fazendo por ela…

Temos à nossa frente, ao nosso lado, uma humanidade desorientada, sedenta de
paz e em busca de fundamentos que expliquem as razões, os porquês do
sofrimento e das dificuldades presentes, época dura de transição para melhor.
Tal desorientação tem fomentado a violência, apresentando desafios novos a cada
dia, seja dentro do lar, seja na vida em sociedade.

Por outro lado, aí está a Doutrina Espírita. É com alegria que verificamos
quanto esclarecimento ela tem proporcionado às pessoas que a conhecem ou estão a
conhecer. É admirável a sede com que buscam tais conhecimentos e como eles
injetam coragem e confiança nessas almas aflitas, que se deslumbram com a
notícia nova da sobrevivência natural, da possibilidade do intercâmbio com os
chamados mortos, com a justiça e possibilidades da reencarnação e para muitos a
profundidade e lógica dos ensinamentos trazidos sobre todas as questões humanas.
E isto tudo de maneira muito coerente com as conquistas científicas da
atualidade. Tudo isso explica o crescimento e expansão do pensamento espírita.

Mas, e nós os espíritas? O que verdadeiramente temos feito pela divulgação?

Deixamos ainda em nossas Casas os livros trancados? Esquecemos de distribuir
a mensagem, de comentar sobre determinadas lições que nós mesmos vibramos ao
ler? Temos criado oportunidades para que o público do Centro conheça os
boletins, jornais, revistas e publicações (todas fruto de esforço do ideal
espírita) à disposição?

Achamos ainda que a função do Centro é só oferecer o passe e dispensar o
público?

Achamos mesmo que ir ao Centro significa sentar, ouvir, receber o passe e
sair?

Temos valorizado as palestras e delas extraído as motivações ao trabalho?

E o fenômeno mediúnico, temos dado a ele mais valorização do que ao estudo?

Dirigentes e freqüentadores, todos temos imensas responsabilidades com a
divulgação, com o semear de esperanças. E este semear está no
conhecimento, que precisa estar espalhado, jamais retido.

O público do Centro não pode estar dependente de seu dirigente. Precisa criar
asas por si mesmo. Aprender a compreender. Assumir responsabilidades, atuar na
sociedade espírita e fora dela, como espírita consciente. Consciência que só o
estudo e o envolvimento com o Movimento vai trazer.

Numa cidade, quais são os espíritas? Se perguntarmos numa cidade, onde estão
os espíritas?

Quais vão se posicionar e aparecer? Os que trabalham e assumem tarefas ou os
que apenas freqüentam os grupos?

Pensemos no direcionamento que estamos dando aos freqüentadores de nossas
Casas. Mais que informar, temos que formar espíritas conscientes. Isto se dá com
os estímulos que a Casa oferece, em termos de participação e entrosamento com o
Movimento. Afinal, o Espiritismo não está numa Casa, está no conjunto delas. Uma
Casa pode perder-se. Várias saberão discernir quando cairem em erro. Daí a
importância do espírita estar bem informado, assinar publicações da imprensa,
participar. Formará seu próprio referencial e não ficará eternamente a perguntar
se isto é certo ou errado, se posso ou não fazer isso ou aquilo.

A Doutrina pede raciocínio. Este depende da iniciativa individual, mas pode
ser estimulado pela participação coletiva. Ninguém precisa brigar para isso
acontecer. Basta interessar-se em buscar. E aos que já perceberam isto, o dever
de levar àqueles que ainda não descobriram. Afinal, a solidariedade deve ser
nosso instrumento de trabalho, não é mesmo?

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