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Pulando Fora da Gangorra Emocional

É um fato que nada ou muito pouco sabemos sobre lidar com nossas emoções. Mas não menos óbvio é que, por falta de conhecimento, vivemos à mercê delas.

Emoções não são entidades abstratas. Grosso modo, elas são respostas de nosso organismo a certas situações, por meio de substâncias que o cérebro produz em razão de pensamentos. Alegria, tristeza, raiva e medo são as mais comuns.

Funciona assim: Penso que um amigo vai chegar, fico alegre. Penso que o amigo vai embora, fico triste.

E esses estados resultam em outras reações orgânicas: coração acelera, estômago dói, pressão sanguínea se altera, lágrimas escorrem dos olhos…

As emoções são estados passageiros. Elas são sinais que, decodificados, nos informam sobre o que está acontecendo ao redor e dentro de nós. Servem para gerar respostas mentais e orgânicas, em favor da conservação e sobrevivência. E, a partir de então, deveriam passar.

Mas nós nos apegamos a elas, e é aí que está o nó da questão. Esperamos conseguir agarrar e segurar os estados agradáveis e evitamos pensar nos estados desagradáveis, fazendo de conta que não existem. Só a perspectiva deles já nos inquieta.

E esse apego se torna um problema, porque então passamos a desejar que nosso amigo chegue e a desejar que ele não vá embora. Queremos que as coisas ocorram de modo a satisfazer nosso desejo. Mas, como não comandamos as circunstâncias, oscilamos de acordo com os acontecimentos, perdendo a paz íntima. Vivendo na gangorra emocional. Observe. Veja se com você também é assim. Saia da gangorra e observe como ela se movimenta. Observe você, podendo estar fora da gangorra. Eu noto que perceber como isso funciona ajuda a sofrer um tanto menos…

A vida não é estática, mas dinâmica. Nós nos transformamos, internamente. Podemos alterar nossos estados interiores, ao nos tornarmos conscientes do que estamos sentindo e encarando positivamente os fatos. Ser tranquilo não significa ser passivo.

Um texto budista nos conta que Dharmarakshita, comparou este mundo com uma floresta de plantas venenosas, porque vivemos cercados de objetos agradáveis e desagradáveis que estimulam os venenos mentais de apego e ódio.

Segundo ele, quem não consegue transformar suas dificuldades é comparável aos corvos, que não podem se nutrir de plantas venenosas. E os que treinam suas mentes são como pavões, pois, mesmo comendo plantas que fariam mal às outras aves, eles sabem transformar os objetos agradáveis e desagradáveis, que surgem, em passos do caminho espiritual.

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