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Reciclagem Mediúnica:- passe

38 – Quando procurar receber o passe? Qual a forma de aplicá-lo? O que pensar
da atitude do médium que toca o paciente na transmissão dos passes?

 

Pelo fato de, muitas vezes, não se entender o que é o passe;

– pelo fato de, a casa espírita não esclarecer, ensinar o que é o passe, é
comum haver aqueles que buscam-no indiscriminadamente, pessoas que podendo ter a
honra de dar de si, se colocam na posição de só receber.

Entenda-se bem – dar passe não é requisito, não é necessário ser médium de
mediunato. O ideal é que, todo aquele que possua saúde física, mental, moral e
que tenha regular conhecimento do Espiritismo se integre ao trabalho, aplicando
passes naqueles que têm necessidades reais.

Essa é a tese, entretanto, muitas vezes, desfrutando dessa situação de ideal,
convivemos em meio a momentos difíceis, onde necessitamos receber essas energias
que fortalecendo, restauram e consolam. Daí o bom senso onde cada um sabe, sente
se irá ou não ao passe.

Nesse respeito e nesse entender, a casa espírita não pode impor, criar
condicionamentos, na obrigatoriedade de que todos os que ali estão, têm que
receber o passe. Não” se toma” passe porque o outro toma ou para, segundo uma
mentalidade não espírita, acumular fluidos, para quando fique doente, se
desequilibre ou precise.

Passe é terapia de superfície, remédio emergencial para os momentos oportunos
(para que sua duração se prolongue, se intensifique e permaneça beneficiando, há
que contar com a manutenção do clima radiante oferecido pelo receptor) sem as
dependências que se transformam em abusos, como aqueles que tomam remédios ou
porque têm mania deles ou por falsa idéia de que, tomando-os não adoecerão.

Quanto a forma de aplicá-lo, não há regra padrão. Jesus apenas impunha as
mãos. Toda exterioridade, toda encenação e gestos, não têm razão de ser, são
inúteis. Basta a simples imposição das mãos para se obter o efeito desejado,
para que as energias fluam, e isto não decorre do gestual, mas do desejo sincero
na ação de uma vontade que oferece o melhor de si, visando ajudar, servir e
amar, segundo a necessidade daquele que ali está. Os Espíritos Responsáveis por
esses tratamentos é que “dosam” a quantidade, a qualidade dos fluidos, visando
restaurar, reequilibrar o que e aonde, isto ou aquilo. É necessário ao médium
esse estado confiante de total abandono, no posicionamento do intermediário do
amor, num trabalho que não é dele e que não tem condição de perceber
necessidades, nuances e detalhes

Quanto a tocar o paciente, envolve situação delicada onde convém se refletir
que:

1.° – não se toca porque não é necessário, não tem razão de ser.

2.° – é princípio básico de educação não se encostar, ficar muito próximo ou
tocar pessoas.

3.° – em se tratando, principalmente de sexos opostos, pode produzir, gerar
idéias, sensações ou certo mal-estar. Desde que haja um pensamento que modifique
a natureza dos fluidos a transmitir, impregna-se ele de vibrações negativas,
prejudiciais a quem recebe ou a quem dá o passe.

“Não precisamos tocar o corpo dos pacientes de modo direto. Os recursos
magnéticos aplicados a reduzida distância penetram no “halo vital” ou aura dos
doentes provocando modificações subitâneas” 1

 

Evitar ainda certos defeitos, modismos, enxertias como fungar, resfolegar,
bocejar, fazer gestos bruscos ou violentos.

39 – É importante para quem dá ou pretende dar passes conhecer sua
fundamentação? Por que?

Não só é importante como necessário aprender, conversar, discutir esses
aspectos com quem pretende aplicar passes, como o reciclar, aperfeiçoar para
quem já participa do trabalho. Dificilmente a casa espírita pára para avaliar
essa atividade. É porém, no processo do conhecimento que se aprende e recorda
que as energias sutis do passe, não atinge a massa, mas os plexos, os centros
vitais, os centros de força, o perispírito, envoltório fluídico do Espírito, que
capta a energia e a canaliza, direciona para os departamentos correspondentes.

Será através do estudo, no aprender, no reciclar que se aprende, incorpora a
noção, certeza de que passe é atitude de grande unção e que deve ser dado
religiosamente, isto é – unção, no sentido de respeito, dignidade, olhando,
sentindo o receptor como alguém que se entrega para receber o que temos de
melhor, e, religiosidade no sentido de que o encarnado se preparou para oferecer
os frutos de um trabalho pessoal que busca renovar-se em Jesus.

Ainda será pelo estudo que se entenderá ser desnecessário o ruído, a
gesticulação, o estalar dos dedos, o ritual, o tirar os sapatos ou qualquer
outro costume visando o “descarregar energias acumuladas”, levantar as mãos para
captar fluidos, encostar a cabeça na parede para “recarregar”, o tomar passe
depois de haver dado passes – superstições, modismos, enxertias – que não
encontram respaldo, explicação na Doutrina Espírita.

 

1 – Mecanismos da Mediunidade – André Luiz

(Jornal Verdade e Luz Nº 170 de Março de 2000)

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