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Reencarnação e o progresso espiritual

A escola espírita têm a evolução espiritual não somente como provada, mas
também como necessidade lógica. O princípio espiritual, criado por Deus,
desenvolve-se ao longo do tempo, aprimorando-se paulatinamente. Por isso são
desiguais as idades dos espíritos e o curso da evolução (pelo respeito ao
livre-arbítrio quando surge), há homens em todos os níveis de adiantamento,
desde o selvagem até Einstein e Gandhi. Por hora, o estado moral do nosso
planeta admite a heterogeneidade, que ‚ útil às lutas evolutivas. O progresso do
espírito processa-se pela assimilação de experiências vividas e conhecimentos
adquiridos. Esse material, em cada existência, é absorvido e manipulado pela
mente consciente; mas, a sua integração no acervo acumulado no espírito dá-se
pela transferência para o inconsciente (subconsciente), onde fica armazenado.
Contudo, isso não o anula, porquanto, sempre que preciso, renasce como aptidão e
vocação.

A evolução espiritual consiste na transferência dos novos elementos de
progresso do consciente para o inconsciente e, nesta passagem, na transformação
deles (conhecimentos e experiências) em faculdades – donde as aptidões e
vocações, não raro bem manifestas em crianças.

A reencarnação atende à evolução, pois, sendo múltiplas as experiências e
variados os conhecimentos, uma só vida material pouco representa na eternidade
do espírito imortal! E os erros, os crimes, os vícios, a ignorância? Como
repará-los, se o faltoso morre em falta? Vê-se logo que a reencarnação ‚ noção
que se impõe tão pronto a mente se desembarace de certos entraves íntimos.

A assimilação de experiências vividas, acima explicada exige ampla cota de
tempo e, daí, a volta à carne muitas vezes. Em inúmeras de suas vidas terrenas,
o espírito comete erros naturais e violações intencionais, adquirindo dívidas
perante a Lei de Deus, cuja justiça ‚ infalível e minuciosamente exata.

Numa vida subseqüente, terá de viver de modo a reparar ou diminuir tais
débitos. E isto ‚ feito por meio da expiação (resgate) e da reparação. O
princípio que assegura a continuidade das vidas de um Espírito unindo
logicamente os fatos de uma aos da seguinte, é a chamada “Lei de Causa e
Efeito”, que declara o homem livre para agir, mas sujeito às conseqüências da
ação: ele pode lançar causas, mas terá de reabsorver os efeitos danosos. Se numa
vida espoliei outro e aproveitei o produto do furto, noutra passarei privações;
se fiz alguém perder um braço, perderei um braço mais tarde em circunstâncias
equivalentes. Estas experiências, assimiladas, darão ao Espírito esclarecimento
para libertá-lo mais cedo ou mais tarde, do mau impulso levando-o a ser correto,
e afastar-se do mal como meio de obter vantagem agora (e dores depois).

A reencarnação fornece a única explicação lógica e natural acerca das
desigualdades sociais, que as pessoas consideram como injustiças, donde as lutas
pela decantada “justiça social”.

Afirmar o contrario seria dizer que Deus ‚ injusto !.

Retirado de “Evolução Para o Terceiro Milênio”.

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