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Sexo

O sexo, nas suas funções importantes em relação à vida, procede do espírito,
cujo comportamento numa existência determina para a próxima as condições
emocionais e estruturais necessárias à evolução moral. O sexo biologicamente tem
as características estruturais e funcionais pelas quais um ser vivo é
classificado como macho ou fêmea.

Na espécie .animal a reprodução sexuada, com exceção feita a alguns
organismos inferiores que obedecem as leis especiais, é condição primordial para
a procriação. O sexo na Espiritualidade Superior é atributo divino na
individualidade humana. Quanto mais se eleva a criatura mais está capacitada
para usá-lo com critérios e sabe das responsabilidades que esse uso acarreta.
Qualquer ligação sexual assumida no campo emotivo, gera um sistema de
compensação vibratória.

Toda leviandade sexual, que cause danos às consciências, pede corretivo.
Homem que abandone companheira sem razão ou mulher que assim o faça, dando
origem a desregramentos passionais na vítima, responderá por este prejuízo, pois
ninguém lesa alguém sem embaraçar a si mesmo. Sexo é espírito e vida, a serviço
da felicidade e da harmonia do Universo. Pede responsabilidade e discernimento
onde e quando se manifeste.

Em nossos dias, neste final de século XX, vivemos numa verdadeira turbulência
de valores morais, sociais, ideológicos, religiosos e o que mais nos salta à
vista é a degeneração sexual a que o ser humano vê-se envolvido. Não há quem,
por mais que queira ignorar o cotidiano, que não depare com propaganda que, para
atrair a atenção do consumidor. apela para o sexo abertamente. E aí não está
importando quem é esse consumidor, se católico, crente, espírita ou ateu, se
criança, jovem ou velho, porque todos nós somos consumidores em potencial.
Projetam a imagem na rua em outdoors, em nossas casas pela televisão, em
pequenas fotos, em jornais, revistas, enfim, em todos os meios de comunicação.
As letras das músicas dirigidas aos jovens trazem fortes apelos sexuais. Cruzar
os braços, não deve ser o caminho mais indicado, para o cristão verdadeiro.

Recobrar, relembrar, retomar, os conceitos básicos sobre sexo é o dever de
todos nós que temos o Mestre como irmão, espíritas-kardexistas, católicos,
crentes, enfim de qualquer religião irmanada em Cristo e em Deus. Não é papel
que deva ser desempenhado só pelos sexólogos que dão muitas vezes idéias
distorcidas e não-cristãs.

Para o presente estudo, procuramos os conceitos existentes no Evangelho de
Jesus, depois em Kardec, no Livro dos Espíritos, nas obras publicadas e
conhecidas ditadas pelos espíritos de Emmanuel, André Luís, Joana de Ângelis,
Miranez, extraindo daí o que deve ser o verdadeiro sentido do sexo. Todas as
definições não são nossas, foram transcritas por nós dessas obras.

Tomando-se as palavras de Jesus, expressas por Mateus Cap. V, v. 8, do
Evangelho.

“Bem‑aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a .Deus”.

Exclui-se daí toda a idéia de impureza do Homem. E dentre ela o adultério.

No mesmo Capítulo V de Mateus, v. 27 e 28 lemos: “Não cometereis o adultério.
Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para
com ela, já em coração cometeu adultério com ela”.

Nas palavras explicativas para esse trecho, encontramos no Evangelho Segundo
o Espiritismo, a compreensão de adultério. A palavra adultério não deve ser
entendida aqui no sentido exclusivo da acepção que lhe é própria, porém, num
sentido mais geral. Muitas vezes, Jesus a empregou para designar o mal, o
pecado, todo e qualquer pensamento mau. A verdadeira pureza não está somente nos
atos, mas também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem
sequer pensa no mal. Esse princípio, desperta outra questão; sofrem-se as
conseqüências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza? Todo
pensamento mau resulta, pois, da imperfeição da alma; mas de acordo com o desejo
que alimenta de livrar-se dele, repelindo-o com energia, esse mau pensamento se
torna para ela uma ocasião de adiantar-se. Aquela alma, que ao contrário, não
tomou boas resoluções, procura ocasião de praticar o mau ato, e se não o leva a
efeito, não é por virtude de sua vontade, mas por falta de ocasião. É pois tão
culpada quanto o seria se o cometesse.

Em resumo: naquela alma que nem sequer concebe a idéia do mal, já há
progresso realizado; naquela outra que a idéia acode, mas ela repele, há
progresso em vias de realizar-se; naquela que pensa no mal e com isso se
compraz, o mal ainda existe em toda a sua força.

Informativo A Luz Divina – Janeiro/Fevereiro de 1988.

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