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Abrindo a Porta da Prisão

Abrindo a Porta da Prisão

Allan Kardec afirmou que a Doutrina Espírita alarga os horizontes da
humanidade. Só tomamos conhecimento dessa verdade aos poucos, quando, num dado
momento, percebemos que tudo aquilo que pensávamos ser a nossa liberdade, não
passava de uma prisão dourada.

Por muitos e muitos anos vivemos prisioneiros, mas isso não nos espantava,
porque convivíamos com outros prisioneiros, e todos aparentávamos estar livres.
O corpo era nossa prisão. As convenções humanas e as ilusões eram outras tantas
prisões. Na verdade, para muitos, é uma prisão dourada, porque ilude com o
brilho das posses, da fama, da glória. Era uma prisão palácio, pintado com as
cores do arco-íris.

Vivemos a individualidade, e enriquecemos a prisão-corpo com a inteligência,
e orgulhamo-nos da nossa cidadania terrestre, esquecidos que a nossa destinação
é a cidadania cósmica.

O que nos tirou dessa ilusão foi uma voz que soava, a princípio,
estranhamente, falando de coisas estranhas, como Deus, preexistência da alma,
imortalidade dinâmica, comunicação entre vivos e mortos, reencarnação,
influência dos espíritos em nossas vidas…

Essa voz estranha veio alargar os horizontes humanos. Essa voz, incute em
nossas mentes, que somos espíritos imortais, destinados a perfeição, livres como
a brisa que traz em seu bojo o perfume do campo, isentos do pecado original,
invenção humana para encobrir a nossa ignorância. É a voz da verdade que
liberta. É a voz da vida em abundância.

Não se espante! Se você ainda não ouviu essa voz, faça silêncio e apure o
sentido da audição, mas não dos ouvidos convencionais, mas daquele outro, o de
ouvir, conforme ensinou Jesus de Nazaré.

Essa mensagem que amplia os horizontes se chama espiritismo. Ele tem a grande
mensagem, a mais bela e libertadora, a mais pura e profunda. Ao entendê-la,
passamos a ter um enorme respeito pela prisão em que vivemos. Percebemos o seu
valor e a sua beleza, mas já não existem mais paredes ou grades que possam nos
deter. Viajamos pela amplidão do cosmos em busca de realizações maiores, como
poder dizer um dia, como Jesus de Nazaré: EU E O PAI SOMOS UM.

Assim como as trombetas de Josué derrubaram as muralhas de Jericó, o cântico
sublime da imortalidade, dinâmica porque nos conduz a perfeição, derrubaram para
sempre as grades das nossas prisões emocionais. Mas com ela aprendemos, que
somos mais livres, quando nos algemamos aos deveres, e muito mais livres, quando
o dever é motivado pelo nosso querer.

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