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Mortes Coletivas na Visão Espiritual

Quando nos deparamos com acontecimentos que fogem ao nosso controle ou previsão como catástrofes naturais, acidentes, perda de entes queridos, amigos ou até mesmo desconhecidos em mortes coletivas inesperadamente, paramos para refletir sobre a fragilidade da vida humana diante desses acontecimentos.

Muitas vezes se torna difícil compreender o porque das tragédias coletivas ou pessoais que chocam, trazem dor e sofrimento.

O que diz o espiritismo sobre o propósito desses fatos ocorrerem? A destruição é uma lei da natureza? Explica a questão 728 de O Livro dos Espíritos: “É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar porque isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos”.

Buscando esclarecimento sob a lógica profunda do Espiritismo, encontramos muitas respostas que ampliam o entendimento sobre o que parece inexplicável do ponto de vista material, abrindo espaço para que o desespero e a revolta possam ser substituídos pela coragem e a fé para enfrentar essas dificuldades.

Somente a compreensão que nada acontece por acaso e a confiança no porvir é capaz de explicar as aflições e trazer o consolo para essas dores. No atual estágio evolutivo de provas e expiações no qual os espíritos ainda não podem aspirar à completa felicidade, as provações ainda são necessárias no processo de depuração.

Mortes Coletivas: Como o Espiritismo Explica

Encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo A Justiça das Aflições: “Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra- a- terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino… Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser…”

Quando nos sentirmos abatidos pelas dores e aflições como é o caso dos desencarnes coletivos, podemos recordar das palavras de Jesus em seu marcante Sermão do Monte sobre as bem- aventuranças que preenchem o coração de esperança: “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo”.

Lembremos também de que o Espiritismo consolador abastece nossos espíritos de reconforto diante da certeza do reencontro dos seres amados ao afirmar que a vida não finda no leito e morte, apenas se transforma. E por mais difícil que seja vencer o luto da dor e da saudade, você pode permitir que o amor seja o fio condutor inseparável entre os dois planos, o físico e o espiritual.

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