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O Progresso da Humanidade

Ainda chocados com os acontecimentos recentes nos Estados Unidos da América do
Norte, entramos em profundas reflexões sobre os destinos humanos, não só dos homens
individualmente, mas também das nações. A lei de causa e efeito é individual e coletiva.
Provas e expiações envolvem o ser individual e o organismo coletivo. Quase sempre
desprezamos os caminhos do amor, da simplicidade e entramos pelas veredas tortuosas
do sofrimento.

Tudo poderia ser diferente. A colonização de povos simples pelos civilizados,
trouxeram sempre muita dor aos gentios e aos degredados enviados para as novas terras.
A lei do progresso determina que os povos civilizados levem o evolução aos mais
atrasados, mas não para submetê-los e explorá-los. Contudo, a colonização sempre
foi exploradora, inclusive a colonização espiritual. Religiosos diversos aportaram
as novas terras com o intuito de salvar as almas dos gentios para Deus, resgatando-as
da idolatria e do pecado, usando para isto de todas as formas de violências, inclusive
o terrorismo espiritual, sem se aperceberem que os civilizados adoravam ídolos como
o dinheiro, o poder, a glória, o sexo, a violência…

Contudo, o que a nossa digressão tem a ver com os atos terroristas nos Estados
Unidos? O que queremos frisar, é a dor vincula todos os homens em todo o planeta.
A política econômica e ainda colonialista das nações ricas e poderosas, é causa
de muito sofrimento em povos subdesenvolvidos ou emergentes, como é a denominação
da moda. Não estamos justificando os atos terroristas, nem de leve, pois somos radicalmente
contra este tipo de ação.

O terrorismo é um ato covarde, como covardes são as minas deixadas enterradas
no solo por soldados ou guerrilheiros, e que estraçalham corpos humanos e de animais.
O terrorismo é cruel e visa preferentemente inocentes, justamente para chamar a
atenção do mundo. Logicamente, ao acionar uma bomba, ao matar, destruir, os agressores
se vinculam à lei de causa e efeito.

Repetimos: tudo poderia ser diferente, se os homens desenvolvessem o amor. Somente
o amor pode mudar o mundo. Jesus de Nazaré recomendou que amássemos o nosso próximo
como a nós mesmos. O Mahatma Gandhi, a grande alma da Índia, disse certa vez: “Se
for necessário perder uma vida numa batalha justa, deve-se estar preparado, como
Jesus, para derramar o próprio sangue: não o dos outros. No final, haverá menos
sangue vertido no mundo”.

Verter o próprio sangue é não resistir ao mal, é sacrificar-se em prol da vida
e do amor. Isto não nos espanta em Gandhi, como não nos espanta em Jesus, ou em
Francisco de Assis. Como não nos surpreende outras palavras de Gandhi, que cabe
perfeitamente aos tempos atuais e aos baixos ideais terroristas: “Eu preferiria
esperar, se necessário durante séculos, do que buscar a liberdade de minha pátria
por meio sangrentos”.

Jesus, Sócrates, Buda, Gandhi, Francisco de Assis, Schwetizr, Luter King, Teresa
D´avila, Madre Teresa, Padre Damião e muitos outros pacificadores, jamais atiraram
uma pedra ou uma flecha, ou deram um tiro em quem quer que fosse, e por isso, deixaram
cair nos caminhos do mundo, poeira de estrelas que se desprenderam das suas sandálias.

(Jornal Verdade e Luz Nº 191 de Dezembro de 2001)

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