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O Espiritismo e as Religiões

O pesquisador e escritor espírita Silvino Canuto Abreu (1892–1980) é o maior historiador do Espiritismo, tendo em seu acervo pessoal cerca de dezoito mil obras raras, a maioria tratando do tema, escreveu quarenta mil páginas entre pesquisas, apontamentos, artigos, traduções e livros inéditos. Além de ter reunido mais de mil manuscritos originais de Allan Kardec, patrimônio fundamental para reconstituir a verdadeira história do Espiritismo. 

Canuto nasceu numa família com recursos financeiros suficientes para uma educação primorosa, adquirindo extensa cultura. Aos 17 anos formou-se em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio de janeiro. Também foi médico, advogado, diplomata. Dedicou-se por toda a vida ao trabalho beneficente, muito dedicado às crianças abandonadas.

Participante do movimento espírita desde a juventude, Canuto Abreu percebeu profundas diferenças entre o Espiritismo proposto por Allan Kardec em suas obras fundamentais e na Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos, e o movimento espírita brasileiro, que estava se constituindo numa seita, desviando a proposta original, uma moral transformadora que interessa a todos, independentemente de credo. Um desvio estava adulterando essa ideia permeando o entendimento do Espiritismo por dogmas religiosos e misticismo. Canuto desejava pôr a limpo essas profundas diferenças. Desde 1915 se correspondeu com os pioneiros franceses e, como vimos, esteve entre eles durante dois anos desde 1921. Depois estudou e escreveu um completo e minucioso relato histórico com milhares de páginas.

Este artigo, cuidadosamente guardado por décadas numa gaveta da escrivaninha de seu gabinete, dentro de uma pasta de cartão pardo, trazendo impresso no alto o timbre: “S. CANUTO ABREU – advogado”. E, escrito abaixo a lápis, de próprio punho, como descrição do autor, “Canuto Abreu”, e, como título do artigo, “O Espiritismo e as religiões”. Por fim anotou: “São Paulo, 1934”. Esse artigo, documento datilografado por ele próprio, ficou arquivado em sua gaveta por 84 anos e nunca foi lido, nem mesmo por sua família. Ficou completamente inédito até hoje. E seu conteúdo é absolutamente surpreendente por sua profunda lucidez, alterando o que imaginávamos no senso comum sobre o legado de Canuto. Foi essa a impressão causada ao virar suas páginas, que denunciam, com rigor e argumentos sólidos, o desvio causado no movimento espírita, que o estava afastando da teoria original de Allan Kardec, que afirmou: “O Espiritismo é uma doutrina filosófica que tem consequências morais como toda filosofia espiritualista, pelo que toca forçosamente nas bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a vida futura. Não é ele, porém, uma religião constituída”. Canuto vai tratar dessa questão em toda a sua profundidade, concluído que “no Espiritismo, a ciência precede a fé”.

A obra Autonomia – a história jamais contada do Espiritismo relata detalhadamente esses fatos.

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